parestesia

Parestesia: causas e sintomas

Parestesia é um nome dado à sensação de queimação ou dormência, que ocorre frequentemente nas extremidades do corpo, como pés, pernas, mãos e braços. A sensação também pode surgir em outras regiões do corpo.

Sabe aquela sensação de agulhadas, ou alfinetadas, que ocorre quando sentamos por muito tempo sobre uma perna ou dormimos sobre um braço? É isso! Qualquer pessoa está sujeita a tais sensações e, normalmente, é algo temporário — quando cessa a pressão, o alívio vem em alguns instantes.

Por outro lado, existem os indivíduos que sofrem de parestesia a longo prazo, chamada de parestesia crônica, que são passiveis de investigação. Quando isso acontece, é preciso ter cuidado, pois pode ser sinal de alguma condição ou lesão nervosa.

A seguir, vamos entender melhor o que causa a parestesia e o que pode ser feito para lidar com ela. Confira!

Principais causas da parestesia

A sensação de dormência nos braços e nas pernas é, geralmente, ocasionada pela compressão de vasos sanguíneos e nervos, fazendo com que o cérebro fique sem comunicação com essas áreas por determinado tempo.

Além das questões posturais, essas são causas mais graves para os formigamentos:

Diabetes

A doença exige um controle minucioso da glicose. Com o aumento do açúcar no sangue, os vasos podem sofrer danos, o que leva à dormência, principalmente das pernas e pés.

Acidente Vascular Cerebral (AVC ou derrame)

Neste caso, é muito importante observar se a paralisia ocorre apenas em uma divisão do corpo. Quando o braço que estiver formigando for do mesmo lado da perna dormente, pode ser um sinal de AVC. A pessoa deve ser atendida por um médico, prontamente, em situações como esta.

A explicação é que o AVC é causado por um entupimento ou rompimento de vaso, prejudicando a circulação sanguínea do cérebro.

Infarto

Entre alguns sintomas de problemas no coração pode ocorrer a sensação de formigamento no braço esquerdo. O médico deve ser acionado imediatamente nesses casos.

Práticas esportivas

A atividade física deve fazer parte da rotina de qualquer indivíduo, isso é um fato. Mas, em alguns casos, corredores e outros atletas relatam dormência nos dedos dos pés, podendo progredir para as pernas. O problema costuma ser contornado com palmilhas amortecedoras e medicamentos indicados pelo ortopedista, quando necessário.

Outras possíveis causas

  • Aterosclerose (acúmulo de gordura que endurece a artéria);
  • Doenças venosas, que prejudicam a circulação;
  • Hérnia de disco, pois comprime a raiz nervosa;
  • Esclerose múltipla;
  • Picadas de insetos;
  • Deficiência nutricional, como a de vitamina B12.

O nervo comprimido é resultado da pressão sobre o tecido circundante, causando a parestesia. Assim, é interessante ressaltar que os nervos de qualquer parte do corpo podem ser atingidos pelo distúrbio, como pescoço, pulso, rosto e costas.

Tratamentos para parestesias

O tratamento para o formigamento varia conforme a causa. Mas, em linhas gerais, manter um estilo de vida saudável é uma forma de prevenção. Isso deve incluir:

  • Dieta balanceada e o mais natural possível, evitando alimentos gordurosos e ultraprocessados. Beterraba, gengibre e laranja são alguns dos aliados da circulação, o que ajuda a saúde do coração;
  • Alongamento e prática regular de atividade física, para o fortalecimento do corpo como um todo;
  • Acompanhamento médico para o tratamento de doenças, como diabetes, podendo incluir a prescrição de medicamentos e adoção de bons hábitos de vida;
  • Ingestão de, no mínimo, dois litros de água por dia. Uma das sugestões é incluir chá verde, um diurético natural;
  • Quando estiver trabalhando, faça pequenas pausas para levantar e descansar o corpo da posição anterior.

De toda forma, é importante manter um olhar atento sobre a frequência e a intensidade das parestesias, e, caso necessário, procurar um médico para uma consulta detalhada.

Como aliviar os sintomas da parestesia?

Nem sempre a parestesia pode ser evitada. Por exemplo, uma pessoa muito cansada talvez nem perceba que dormiu sobre o braço, ou pode ter uma outra condição relacionada que ainda não tenha conhecimento.

De toda forma, existem algumas medidas que podem ajudar a diminuir a gravidade ou a quantidade de episódios da crise.

Alguns cuidados para aliviar os incômodos da parestesia crônica incluem:

  • evitar, tanto quanto possível, fazer movimentos repetitivos;
  • ao executar movimentos repetitivos, recomenda-se descansar com certa frequência;
  • evitar ficar sentado por muito tempo;
  • compressas frias podem ajudar em algumas situações;
  • em caso de nervo comprimido, o descanso é recomendado;
  • interromper atividades que causam a pressão dos nervos é importante para a cicatrização dos tecidos;
  • usar suporte e talas nos pulsos pode ajudar quem sofre com síndrome do túnel do carpo.

Entretanto, é preciso tomar cuidado com o uso de talas e suportes imobilizadores, pois pode acontecer de eles provocarem outros problemas com a intensidade de uso.

Outra observação, que deve ser considerada, é para aqueles que possuem algum tipo de doença crônica, como o diabetes. O monitoramento cuidadoso e a disciplina nos cuidados da condição são essenciais para diminuir o risco de parestesia.

Recomendações importantes

Como apontamos, nem sempre é possível evitar a parestesia. Mas, no dia a dia, podemos adotar algumas medidas e comportamentos que ajudam muito. Por exemplo, cuidar para ter uma boa postura e posicionamento corporal é fundamental para evitar que os nervos sejam pressionados sem necessidade.

Também vale a pena tomar cuidado com lesões que ocorrem quando se levanta objetos pesados de forma incorreta. Por fim, mudar o corpo de posição com frequência.

Quer saber mais sobre parestesia? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como médico e quiropata em Guarapuava

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